
Elizabeth estava sorrindo a toa. Ela estava sentada em sua penteadeira, desembaraçando os longos cabelos. Era manhã e ela havia acabado de se levantar. Depois de um banho, resolveu se arrumar, ficar ainda mais deslumbrante para Ferenc, que ainda estava no castelo. Ele havia dito que iria para casa no período da tarde, então eles teriam toda a manhã para conversarem.
Após
desembaraçar as madeixas, ela resolveu deixa-los soltos. Saiu do seu quarto,
empolgada, e desceu as escadas. No meio da descida ela deu de cara com Ferenc,
que também estava descendo para tomar o café da manhã.
O rosto
do homem se iluminou ao ver a bela jovem que havia parado na escada, a sua
espera. Os olhos de Elizabeth brilhavam de paixão.
- Bom
dia, bela dama. – Falou Ferenc pegando a mão da garota e beijando-a.
Elizabeth
sentiu-se corar.
- Bom
dia, meu conde. – Falou ela, com um largo sorriso no rosto.
-
Dormiste bem? – Perguntou ele, aparentemente interessado.
- Claro
que sim. E você?
- Muito
bem. – Respondeu Ferenc - Dormi pensando em você.
Elizabeth
sorriu, envergonhada com a confissão.
- Vamos
descer para tomar café? – Convidou-o Elizabeth.
-
Vamos.
Os dois
terminaram de descer as escadas e sentaram-se a mesa para tomar o café da
manhã.
Elizabeth
não conseguia conter o sorriso. Ela estava se sentindo muito feliz. Pela
primeira vez na vida, Elizabeth estava empolgada verdadeiramente com um homem.
Após o
café da manhã, resolveram dar uma volta no jardim. Enquanto caminhavam, Ferenc
observava as rosas plantadas com cuidado por Anna. Todas as rosas eram muito
lindas.
-
Então, Ferenc, o que você gosta de fazer? – Perguntou Elizabeth.
Foram
muitas destas perguntas feitas um para o outro. Elizabeth e Ferenc passaram a
manhã inteira juntos. Riram bastante e se conheceram. Pareciam antigos amigos.
A tarde
chegou, e Ferenc teria de partir. Antes de ir, Ferenc marcou com Elizabeth para
se encontrarem perto do lago ao lado do castelo.
E
assim, na hora marcada, Ferenc esperava Elizabeth. Não demorou muito tempo e
ela chegou aparentemente triste, por ele ter de partir.
- Não se
preocupe Elizabeth. – Falou Ferenc. – Iremos nos casar, e logo estaremos juntos
novamente.
- Eu
não queria me afastar de você nem por um minuto. – Falou ela.
Ferenc
pôs a mão no rosto de Elizabeth e encostou a testa na dela. Ela podia sentir a
respiração do amado. Eles estavam muito próximos.
- É só
questão de tempo. – Sussurrou ele.
Elizabeth
segurou a mão dele e com a voz aflita pediu:
- Por favor,
me beije. Não parta sem ao menos me dar um beijo.
E assim
como ela desejava Ferenc a beijou. Um beijo delicado e cheio de paixão.
Apesar de terem se conhecido na noite anterior, ela se sentia muito próxima e apaixonada, como se fossem
Apesar de terem se conhecido na noite anterior, ela se sentia muito próxima e apaixonada, como se fossem
amantes há muito tempo.
Era uma
atração muito grande que Elizabeth sentia por Ferenc. Ele era muito bonito, o homem
mais belo que ela já vira em sua vida. Elizabeth estava claramente apaixonada.
Ela queria poder casar-se com ele o quanto antes e acabar com a distância.
Eles se
afastaram e Elizabeth pôs a mão no peito, seu coração estava apertado por ter
de se distanciar de Ferenc.
- Não
se preocupe meu amor, logo estaremos juntos. – Falou Ferenc.
Ele foi
embora e Elizabeth ficou perto do lago, olhando a água correr. Ajoelhou-se a
beira do lago que brilhava com a luz do sol e observou a sua lágrima descer
pelo rosto e cair no rio.
Queria
ela poder estar junto de Ferenc, assim como a sua lágrima se misturara com as
águas do rio.
Agora
sem ele, Elizabeth se sentia só. Era como se ele tivesse iluminado a vida dela,
após ter chegado ao castelo. Não via mais motivos para continuar no Castelo de Čachtice, sozinha com seus pais, que ela não suportava mais. Elizabeth
queria morar com Ferenc no Castelo se Sárvár, queria unir a sua vida a dele.
Enquanto isso, a caminho do
Castelo de Sárvar...
O sol já estava se pondo, e Ferenc ainda não
havia chegado em casa. Estava em seu cavalo, cavalgando há algum tempo, e não
parava de pensar em Elizabeth.
A moça era muito bonita, mas o fato de Ferenc
estar apaixonado por ela era simplesmente uma farça. Ele havia simulado toda
aquela sena de amor, para conquista-la, como a sua mãe e os Báthory haviam pedido.
Orsólya havia sido informada que Elizabeth se
recusava a aceitar o casamento, então, obrigou o seu filho a fingir sentimentos
pela garota, para fazê-la se apaixonar e decidir se casar.
Óbvio que Ferenc havia se recusado a
ludibriar a pobre menina, mas foi obrigado pela sua mãe que o ameaçou proibi-lo
de ir à guerra. O que ele mais amava.
Pobre Elizabeth. Ela estava tão apaixonada.
Ferenc deplorava-se pelo que havia feito. Isso não era certo, ele sabia.
Ferenc continuou a cavalgar, já estava
chegando perto do Castelo.
Ao chegar, guardou o cavalo e foi falar com a
sua mãe, que havia voltado de carruagem.
Ferenc subiu as escadas e bateu na porta do
quarto da mãe. Ela mandou-o entrar.
- Você conseguiu fazer a malcriada
apaixonar-se por você? – Perguntou Orsólya com ar esnobe.
Ferenc aproximou-se da mãe, que estava na
penteadeira passando pó de arroz no rosto.
- Sim. – Falou cabisbaixo.
- Ela está disposta a casar-se com você? –
Perguntou novamente Orsólya.
Ferenc suspirou.
- Sim- Repetiu.
Orsólya sorriu. Ela aparentemente estava
muito satisfeita. Como ela podia se sentir feliz em enganar alguém deste jeito?
Ferenc estava perplexo.
O homem saiu do quarto da mãe e foi para o
seu quarto. Ficou pensando o quão cara de pau havia sido. Ele até a havia
beijado. Não podia acreditar. Isso não estava em seus planos, porém, ela havia
pedido, e vendo o sofrimento dela, Ferenc não podia recusar.
Sentia-se culpado. Mas agora, tudo já havia
sido feito, Ferenc não podia voltar atrás. Agora era só esperar o dia do
casamento.
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